Desconstruindo o desconstrutivismo de Latuff

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A politicagem rendeu à Latuff desistir das próprias idéias, e mesmo sendo o “violentador da arte sem papas na língua pra criticar os judeus”, para agradar a fanbase mente pelo que sabe que é certo.
Impossível não rir de quem critica a arte corporativa, a arte que se corrompe pelo capital financeiro enquanto o próprio se corrompeu pela arte militante. A desculpa para que sua corrupção seja de alguma forma mais nobre é “uma conversa” que teve com feministas, na qual exigiram a proteção das alas terroristas do feminismo. Ou seja, simplesmente não houve motivo nenhum além do velho acobertamento esquerdista aos crimes de seus parceiros para que juntos condenem com ares moralistas os crimes dos seus “inimigos”.

No fim das contas a corrupção não foi por dinheiro, mas por aquelas que lhe permitem ganhar dinheiro com palestras -já que implorou pra que elas convidassem-no pra debater fora das redes sociais durante a sua breve lucidez sobre o único ponto em que muitos discordam que é a imposição física das idéias pela força do mêdo.

Justamente na hora em que viu a justiça clamar por sua assistência, ele resolveu se acorvadar pro mais forte: justamente a natureza da degradação corruptiva que eles dizem que o machismo provoca, que impossibilita o sufrágio feminino; essência real do que ele critica agora conclui que seu trabalho nada mais vale se não for a ajuda incondicional -passando por cima de argumento e razões, das certezas que manifestam a êle próprio- à quem lhe paga o pão.

A hipocrisia do Latuff se supera: das hipocrisias alhures que condenava a ação da polícia contra seus militantes e contrastando suas idolatrações de qualquer comunista ditador, para a hipocrisia sua e real com seu trabalho.
O exemplo parcial -vendido à interesses sejam eles mais impuros ao que o próprio crê- hoje ganha um espetáculo da contradição auto-refutatória.

Espero que o casamento entre mentira e política tenha um dia fim no Brasil. Certamente não virá das alas que transparecem corrupção moral e mental nas suas próprias discussões internas; pois se o extremismo só pode ser combatido de portas pra fora, com certeza o divórcio só poderá ser constituído no paraíso.

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